Como um líder deve agir em um processo de mudança?

No cotidiano de uma empresa, é extremamente natural que ocorram mudanças, seja nos processos da organização, na equipe que a constitui ou até mesmo em relação a aspectos externos à empresa, como as táticas de mercado do concorrente ou os gostos do cliente. Dessa forma, torna-se extremamente necessário saber gerir um processo de mudança, para que ele seja o menos danoso possível, e num estado ideal, renda bons frutos.

Frente a essa necessidade, entra em cena o papel do líder, que será responsável, entre outras coisas, por tomar as decisões relativas à gestão do processo de mudança. No entanto, é bastante comum que ele acabe simplesmente por “enfiar goela abaixo” essa situação, sem ter devidamente refletido sobre as melhores atitudes a serem tomadas durante o processo de mudança.

Muito disso pode ser atribuído ao medo. Quase dois terços do nosso cérebro nos impulsionam ao medo, e toda mudança, em menor ou maior escala, provoca medo. Apesar de isso soar como algo totalmente negativo, o medo pode ser visto com um estímulo que, em meio à mudança, nos faz buscar algo, desperta a ambição para traçar novos objetivos. Logicamente, o medo também pode ser responsável por nos acovardar, nos tornar pouco suscetíveis a mudanças.

Tendo esse cenário em mente, a neuroliderança mostra-se como um bom auxiliar para os líderes que têm problemas de gerir processos de mudanças. A neuroliderança é um campo que estuda as reações aos estímulos, portanto ela vai ajudar o líder a saber perceber, aumentar e aguçar seu potencial perceptivo, em especial a percepção das reações às mudança. De modo geral, a neuroliderança torna o líder mais focado, resultando em decisões mais corretas.

Portanto, um líder capaz de entender e aplicar os conceitos de neuroliderança é perfeitamente apto para entender a si mesmo, como também a seus liderados. Em resumo, é um líder que possui o potencial de tomar as melhores decisões nos momentos de maiores necessidades, fazendo com que não só ele, mas também os liderados busquem melhores alternativas para a própria aceitação da mudança.

Por Alex Born, especialista em Neuromarketing e Proprietário(a), XBL Consultoria e Treinamentos.