Como a evolução dos blogs pode impactar no seu negócio

Os primeiros blogs

Coincidência ou não, o primeiro blog da internet foi criado por um brasileiro.

Em 1994, o cientista do MIT Media Lab, Claudio Pinhanez, criou um site chamado “Open Diary” — e isso explica muita coisa sobre a nossa percepção atual desse canal — com o objetivo de contar um pouco sobre a sua vida.

Com isso, o conteúdo do blog eram suas viagens, filmes… enfim, coisas que ele considerava relevantes, tornando aquela página um local para expressar sua opinião e documentar a sua vida.

No mesmo ano surgiu o Links.net, criado por um estudante americano chamado Justin Hall, que tinha basicamente o mesmo papel: falar sobre coisas do seu interesse, dos mais diversos temas. Desde dicas de HTML até músicas e conselhos sobre relacionamentos.

A partir daí outras pessoas começaram a fazer a mesma coisa: criar blogs que realmente funcionavam como diários pessoais, com os mais diversos temas e pegadas.

Blogs: diários de vários adolescentes

Depois disso, no início dos anos 2000, com a popularização da internet, especialmente pelo público mais jovem, os blogs passaram a virar uma verdadeira febre.

Como as redes sociais ainda não eram canais tão populares ainda — o My Space só foi criado em 2003, o Orkut em 2004 e o Twitter em 2006 — as pessoas usavam os blogs para contar para outras um pouco sobre suas vidas.

Especialmente no Brasil, um fenômeno tomou conta da internet: os fotologs ou flogões.

Eram blogs que funcionavam como páginas pessoais, altamente personalizáveis, especialmente para a época. E o objetivo era funcionar como um diário online onde as pessoas postavam fotos, textos, músicas… enfim, o que elas quisessem.

O mundo contra os blogs

Logo as pessoas começaram a usar os blogs com outros objetivos, bem mais profissionais: escrever sobre temas específicos, a rotina de sua área de atuação e notícias, por exemplo.

E pela facilidade e acessibilidade desse canal, cada vez mais pessoas usam os blogs como sua fonte de consumo de informações em geral.

Nesse contexto, em 2007, o jornal Estado de São Paulo chegou a fazer uma campanha contra o consumo de conteúdos em blogs.

Na época o jornal afirmava que as pessoas não sabiam quem realmente estava por trás dos blogs, e por isso deveriam tomar cuidado e não consumir qualquer tipo de conteúdo online.

Na prática, dá para entender o que realmente aconteceu: os jornais online estavam perdendo o seu espaço para outros canais que também divulgavam notícias e informações úteis para as pessoas.

Porém, muitas vezes não se tratavam de empresas de comunicação, e sim profissionais ou até mesmo pessoas normais compartilhando conhecimento.

Pouco tempo depois o próprio jornal começou a criar matérias falando sobre a tentativa dos blogs de “consolidar sua credibilidade”, trazendo a discussão para todo mundo: como acreditar em um blog.

Os blogs corporativos como uma estratégia de marca

Talvez esse tenha sido o primeiro pulo para que muitas empresas começassem a considerar ter os seus próprios blogs. Mas não pense que tudo começou nesse momento.

O Marketing de Conteúdo já é uma estratégia bem anterior a isso — começou em 1895, quando a John Deere lançou uma revista para os seus clientes, e em 1900 com o Guia Michelim.

Porém, online, algumas empresas ainda se apegavam mais a estratégias outbound.

Só que enquanto todo mundo estava tentando simplesmente vender os seus produtos na internet, com uma enxurrada de anúncios e pop ups sem fim, os usuários estavam na internet não só para comprar, mas para consumir conteúdo de qualidade.

E, por isso, aumentava o número de Adblockers — bloqueadores de anúncios — que chegou a bater a marca de 500 milhões de downloads em 2016.

Mas os blogs corporativos, na verdade, surgiram junto com os primeiros blogs.

A pioneira foi a Microsoft que criou o Channel 9 em 2004, e logo outras grandes marcas perceberam o poder que essa ferramenta tinha.

Por exemplo a P&G, que lançou em 2008 o “BeingGirl.com”, blog voltado para sua persona adolescente, e que foi considerado 4x mais efetivo que as mídias tradicionais por uma pesquisa feita pela Foster.

Hoje, segundo a Content Trends, maior pesquisa de Marketing de Conteúdo do país, 73% das empresas já adotam Marketing de Conteúdo.

E, embora algumas empresas ainda não consigam entender a necessidade de ter um blog corporativo, é impossível negar os resultados que eles têm gerado para as marcas, inclusive para a gente.

 

 

Fonte: marketingdeconteudo.com