Redesign de um site com foco estratégico

Nivelar este assunto para a realidade das empresas brasileiras é uma tarefa difícil.

Atualmente existem desde empresas ainda bem distantes da web até aquelas que possuem presença digital exemplar, obviamente passando por inúmeros níveis de maturidade nesse quesito. E não pense que estes níveis dizem respeito diretamente ao porte das empresas, pois já me deparei com empresas de grande porte que possuíam uma atuação digital medíocre.

É natural que o primeiro site de uma entidade (empresa, instituição, profissional) seja simples e limitado, afinal adquirir repertório digital é um processo ao longo do tempo, não uma escada que se sobe aos pulos. Neste artigo quero justamente fomentar essa maturidade em relação às mídias digitais, mostrar que o redesign de um site não deve apenas se fixar em produzir “uma cara mais bacaninha” para o site, mas ser orientado por uma visão holística e foco estratégico.

Por que refazer um site?

Neste sentido, a primeira questão a se fazer é: Por que refazer o site? Alguns vão sentir a necessidade de evoluir sua presença digital, outros vão refazer seus sites para seguir as novas tendências, alguns ainda precisarão se adaptar a outras tecnologias; enfim, os motivos para repensar um site são os mais diversos. Mas é fundamental que se tenha motivos estratégicos! Para encontrar este motivo o melhor caminho é questionar quais seções, conteúdos e funcionalidades do site atual estão defasados. Fazer benchmarking (pesquisar os principais concorrentes) é uma boa prática para se obter ideias frescas.

O caminho ideal é direcionar o foco ao cliente, perguntando-se como o site pode ajudá-lo a resolver seus problemas? Como o usuário terá boa experiência de navegação no site? Em minha opinião estas devem ser as principais diretrizes ao se desenvolver qualquer canal na internet. Parece óbvio dizer isso, mas a realidade mostra muitas empresas desenvolvendo sites com foco em si próprias, ou ainda no ego dos dirigentes.

De acordo com estes princípios, ao iniciar o projeto de um novo site, o primeiro passo é pensar quais funcionalidades serão oferecidas ao usuário. Esqueça aquele sites que pareciam folder escaneados, esse tempo já passou. É imprescindível disponibilizar conteúdo útil e recursos que, de alguma forma, facilite a vida do cliente.

Conteúdo útil e relevante

O conteúdo é um dos capítulos mais importantes deste projeto, pois ele pode ser comparado à engrenagens que movem a web. É fundamental fazer um planejamento detalhado de conteúdo institucional, informacional e promocional. Redigir todo este material também requer habilidades e técnicas específicas para a internet, pois os hábito de leitura das pessoas mudam muito de mídias impressas para mídias digitais.

Definidas as funcionalidades, recursos e conteúdos que deverão fazer parte do novo site, é hora de planejar a sua arquitetura de informação. Esta tarefa diz respeito tanto à hierarquia das páginas de um site quanto à disposição dos elementos (textos, botões, links, banners, etc.) em cada página. Faz parte ainda desta etapa explicar claramente o core-business da empresa em um local visível.

Mídias Sociais integradas

Por mais que alguns profissionais não gostem de admitir, as mídias sociais representam uma grande parcela do tráfego da internet, então não se pode ignorá-las. Cada entidade precisa ter suas estratégias de atuação na redes sociais e o site deve estar alinhado com estas diretrizes. Lembre-se que neste mundo digitalizado em que vivemos, as pessoas exigem quando, onde e como querem visitar um site, então forneça recursos para que toda a gama de canais esteja disponível.

Se tudo o que eu citei até agora deve ser planejado com foco no cliente (ou, melhor ainda, com foco no foco do cliente), obviamente o site deve possuir integração com o sistema de CRM da empresa ou com a ferramentas de automação de marketing. Sem isso, todo o potencial de geração de leads de um site ou Landing Page estará sendo perdido.

Layout alinhado com funcionalidades

Repare que pós 9 parágrafos eu ainda não disse nada sobre a interface gráfica do site. Não que eu esteja desvalorizando este quesito, é claro que o layout deve ser visualmente agradável, possuir harmonia e equilíbrio entre os elementos e adotar uma paleta de cores atrativas. Estou apenas enfatizando que este não deve ser o único motivo para se refazer um site. Esta etapa é muito importante e necessita se integrar com o planejamento de conteúdo e com as funcionalidades.

Continuando o projeto, o passo seguinte é a codificação e programação do site propriamente dita. Nos primeiros anos da web não havia padronização rígida da linguagem HTML e com isso muitas barbaridades foram cometidas na construção de páginas. Passados mais de 20 anos acho que é inadmissível escrever códigos e programações fora do padrão. Ainda que não seja pelo motivo semântico, destaco dois motivos fortíssimos para seguir as boas práticas: 1) o Google prioriza a indexação de sites com HTML 5 semanticamente coreto; e 2) os dispositivos móveis não renderizam direito sites com códigos incorretos.

Sites tem que ser responsivos

Aprofundando um pouco mais este assunto no que diz respeito aos dispositivos moveis (smartphones e tablets), atualmente é praticamente obrigatório seguir o conceito de responsividade. Sites responsivos são aqueles que se adaptam automaticamente aos diversos tamanhos de telas destes dispositivos. Uma vez que muitas pessoas são multi-telas, ou seja, usam desktops, laptops, smartphones e tablets alternadamente em diversos momentos do sai, considero obrigatório que todo site seja responsivo.

SEO começa no desenvolvimento

Ainda na fase da tecnologia, é necessário lembrar do SEO, ou seja, a otimização do site para os mecanismos de buscas. Muito do que eu já escrevi acima se consolida aqui, como o conteúdo, o layout, o código, a integração com redes sociais e a experiência do usuário. Entretanto o SEO evoluiu muito nos últimos anos e está bem mais complexo. O link building, o tempo de carregamento, os links internos, o GooglePlus, o servidor de hospedagem; são alguns dos critérios utilizados para posicionar um site nos resultados de buscas. Muitos destes quesitos precisam ser planejados e implementado no momento do desenvolvimento.

A não ser em casos de e-commece, sites institucionais e mesmo os promocionais, não geram vendas diretamente. Porém isso não significa que o site não possa ser um canal importante no pipeline de vendas de uma empresa. Se o site foi bem planejado e se possui foco no cliente, já está tudo pronto para que esta mídia possa gerar leads para a área comercial. Landing Pages são as chamadas páginas de conversão, ou seja, a porção final do funil de vendas onde os usuários do site vão “pousar” ao se interessarem por algum conteúdo útil e relevante do site. Melhor ainda se esta landing Page estiver conectada com as estratégias e ferramentas de inBound Marketing.

Se você não pode medir, não pode gerenciar

Nesta altura o site já está pronto, mas ele pouco será útil se não estiver sendo totalmente mensurado em termo de visitação e ações. A maior vantagem da mídias digitais é justamente a possibilidade de fornecer dados estatísticos precisos sobre todo o tipo de interação dos usuários dentro das páginas. Aqui o ciclo se fecha, pois as funcionalidades disponibilizadas ao o cliente e os indicadores de performance estabelecidos lá no planejamento inicial serão mensurados e avaliados. Ter um site bem visitado e não utilizar as ferramentas e WebAnalytics é um enorme desperdício de energia e dinheiro.

Tudo pronto então? Agora que o site está no ar e com as funcionalidades ativas é só “deixar rolar”? De maneira nenhuma! Esqueça o paradigma das mídias impressa que estão finalizadas ao saírem da gráfica. As mídia sociais são vivas e em constante evolução, nunca estão finalizadas. É necessário utilizar ferramentas que forneçam dados sobre as atividades dos usuários no site a fim de identificar necessidades de melhorias. WebAnalytics é um destes recursos. Ferramentas que geram mapas de calor para as áreas mais clicadas em cada página também devem ser utilizadas. Com isso o site da sua marca estará em constante evolução para fornecer a melhor experiência possível aos seus clientes!

É natural que o primeiro site de uma entidade (empresa, instituição, profissional) seja simples e limitado, afinal adquirir repertório digital é um processo ao longo do tempo, não uma escada que se sobe aos pulos. Neste artigo quero justamente fomentar essa maturidade em relação às mídias digitais, mostrar que o redesign de um site não deve apenas se fixar em produzir “uma cara mais bacaninha” para o site, mas ser orientado por uma visão holística e foco estratégico.
Por que refazer um site?

Neste sentido, a primeira questão a se fazer é: Por que refazer o site? Alguns vão sentir a necessidade de evoluir sua presença digital, outros vão refazer seus sites para seguir as novas tendências, alguns ainda precisarão se adaptar a outras tecnologias; enfim, os motivos para repensar um site são os mais diversos. Mas é fundamental que se tenha motivos estratégicos! Para encontrar este motivo o melhor caminho é questionar quais seções, conteúdos e funcionalidades do site atual estão defasados. Fazer benchmarking (pesquisar os principais concorrentes) é uma boa prática para se obter ideias frescas.

O caminho ideal é direcionar o foco ao cliente, perguntando-se como o site pode ajudá-lo a resolver seus problemas? Como o usuário terá boa experiência de navegação no site? Em minha opinião estas devem ser as principais diretrizes ao se desenvolver qualquer canal na internet. Parece óbvio dizer isso, mas a realidade mostra muitas empresas desenvolvendo sites com foco em si próprias, ou ainda no ego dos dirigentes.

De acordo com estes princípios, ao iniciar o projeto de um novo site, o primeiro passo é pensar quais funcionalidades serão oferecidas ao usuário. Esqueça aquele sites que pareciam folder escaneados, esse tempo já passou. É imprescindível disponibilizar conteúdo útil e recursos que, de alguma forma, facilite a vida do cliente.

Conteúdo útil e relevante

O conteúdo é um dos capítulos mais importantes deste projeto, pois ele pode ser comparado à engrenagens que movem a web. É fundamental fazer um planejamento detalhado de conteúdo institucional, informacional e promocional. Redigir todo este material também requer habilidades e técnicas específicas para a internet, pois os hábito de leitura das pessoas mudam muito de mídias impressas para mídias digitais.

Definidas as funcionalidades, recursos e conteúdos que deverão fazer parte do novo site, é hora de planejar a sua arquitetura de informação. Esta tarefa diz respeito tanto à hierarquia das páginas de um site quanto à disposição dos elementos (textos, botões, links, banners, etc.) em cada página. Faz parte ainda desta etapa explicar claramente o core-business da empresa em um local visível.

Mídias Sociais integradas

Por mais que alguns profissionais não gostem de admitir, as mídias sociais representam uma grande parcela do tráfego da internet, então não se pode ignorá-las. Cada entidade precisa ter suas estratégias de atuação na redes sociais e o site deve estar alinhado com estas diretrizes. Lembre-se que neste mundo digitalizado em que vivemos, as pessoas exigem quando, onde e como querem visitar um site, então forneça recursos para que toda a gama de canais esteja disponível.

Se tudo o que eu citei até agora deve ser planejado com foco no cliente (ou, melhor ainda, com foco no foco do cliente), obviamente o site deve possuir integração com o sistema de CRM da empresa ou com a ferramentas de automação de marketing. Sem isso, todo o potencial de geração de leads de um site ou Landing Page estará sendo perdido.

Layout alinhado com funcionalidades

Repare que pós 9 parágrafos eu ainda não disse nada sobre a interface gráfica do site. Não que eu esteja desvalorizando este quesito, é claro que o layout deve ser visualmente agradável, possuir harmonia e equilíbrio entre os elementos e adotar uma paleta de cores atrativas. Estou apenas enfatizando que este não deve ser o único motivo para se refazer um site. Esta etapa é muito importante e necessita se integrar com o planejamento de conteúdo e com as funcionalidades.

Continuando o projeto, o passo seguinte é a codificação e programação do site propriamente dita. Nos primeiros anos da web não havia padronização rígida da linguagem HTML e com isso muitas barbaridades foram cometidas na construção de páginas. Passados mais de 20 anos acho que é inadmissível escrever códigos e programações fora do padrão. Ainda que não seja pelo motivo semântico, destaco dois motivos fortíssimos para seguir as boas práticas: 1) o Google prioriza a indexação de sites com HTML 5 semanticamente coreto; e 2) os dispositivos móveis não renderizam direito sites com códigos incorretos.

Sites tem que ser responsivos

Aprofundando um pouco mais este assunto no que diz respeito aos dispositivos moveis (smartphones e tablets), atualmente é praticamente obrigatório seguir o conceito de responsividade. Sites responsivos são aqueles que se adaptam automaticamente aos diversos tamanhos de telas destes dispositivos. Uma vez que muitas pessoas são multi-telas, ou seja, usam desktops, laptops, smartphones e tablets alternadamente em diversos momentos do sai, considero obrigatório que todo site seja responsivo.
SEO começa no desenvolvimento

Ainda na fase da tecnologia, é necessário lembrar do SEO, ou seja, a otimização do site para os mecanismos de buscas. Muito do que eu já escrevi acima se consolida aqui, como o conteúdo, o layout, o código, a integração com redes sociais e a experiência do usuário. Entretanto o SEO evoluiu muito nos últimos anos e está bem mais complexo. O link building, o tempo de carregamento, os links internos, o GooglePlus, o servidor de hospedagem; são alguns dos critérios utilizados para posicionar um site nos resultados de buscas. Muitos destes quesitos precisam ser planejados e implementado no momento do desenvolvimento.

A não ser em casos de e-commece, sites institucionais e mesmo os promocionais, não geram vendas diretamente. Porém isso não significa que o site não possa ser um canal importante no pipeline de vendas de uma empresa. Se o site foi bem planejado e se possui foco no cliente, já está tudo pronto para que esta mídia possa gerar leads para a área comercial. Landing Pages são as chamadas páginas de conversão, ou seja, a porção final do funil de vendas onde os usuários do site vão “pousar” ao se interessarem por algum conteúdo útil e relevante do site. Melhor ainda se esta landing Page estiver conectada com as estratégias e ferramentas de inBound Marketing.

Se você não pode medir, não pode gerenciar.

Nesta altura o site já está pronto, mas ele pouco será útil se não estiver sendo totalmente mensurado em termo de visitação e ações. A maior vantagem da mídias digitais é justamente a possibilidade de fornecer dados estatísticos precisos sobre todo o tipo de interação dos usuários dentro das páginas. Aqui o ciclo se fecha, pois as funcionalidades disponibilizadas ao o cliente e os indicadores de performance estabelecidos lá no planejamento inicial serão mensurados e avaliados. Ter um site bem visitado e não utilizar as ferramentas e WebAnalytics é um enorme desperdício de energia e dinheiro.

Tudo pronto então? Agora que o site está no ar e com as funcionalidades ativas é só “deixar rolar”? De maneira nenhuma! Esqueça o paradigma das mídias impressa que estão finalizadas ao saírem da gráfica. As mídia sociais são vivas e em constante evolução, nunca estão finalizadas. É necessário utilizar ferramentas que forneçam dados sobre as atividades dos usuários no site a fim de identificar necessidades de melhorias. WebAnalytics é um destes recursos. Ferramentas que geram mapas de calor para as áreas mais clicadas em cada página também devem ser utilizadas. Com isso o site da sua marca estará em constante evolução para fornecer a melhor experiência possível aos seus clientes!

 

Por Tercio Strutzel Coronado, graduado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em Publicidade e Propaganda com ênfase em Criação. Tem especialização em Marketing Digital pela BSP – Business School São Paulo e em WebAnalytics pela Faculdade Impacta de Tecnologia. Membro colaborador da Comissão de Ciência e Tecnologia da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo. Técnico em Produção Gráfica pela Escola Theobaldo DeNigris – SENAI/ABTG.