Mudamos a definição da palavra influenciador?

Desde que banners e pop-ups viraram paisagem nos sites e portais da internet, as marcas têm adotado diversas estratégias de comunicação para se aproximarem dos consumidores de forma mais contextual e menos agressiva.

Os canais sociais personificaram as marcas e as deram vozes para um bate-papo direto com seus consumidores.

Mas falar de si mesmo é fácil demais e a audiência sabe disso. Era necessário, então, ter alguém cujo ponto de vista fosse respeitado, cuja opinião fosse ouvida, falando sobre a marca ou sobre o produto – um influenciador. Fato é que banalizamos este termo com o passar do tempo.

Quando elegemos “número de seguidores” como característica única para determinarmos o grau de influência de alguém, estamos, na verdade, apenas classificando seu alcance: quantas pessoas serão atingidas pela mensagem. Se a mensagem será ouvida, absorvida e considerada, aí é outra história.

A estratégia está errada dos dois lados. De um lado, empresas e assessorias entopem blogueiros e celebridades com produtos, torcendo para que façam alguma menção em suas publicações. Do outro, figurinhas carimbadas da internet que usam sua audiência como justificativa para se aproximarem de empresas de forma, muitas vezes, oportunista. Como lidar?

Quando bem trabalhada e transparente, essa interação é benéfica aos dois lados – seja com publicação espontânea ou paga.

As marcas precisam entender melhor seu posicionamento e ter uma estratégia clara de comunicação, para então traçar seu público-alvo e os sites e perfis de apoio que poderão auxiliá-las no atingimento de suas metas. Ter uma planilha com perfis e número de seguidores está longe de ser uma forma de prospectar influenciadores. É necessário que haja afinidade e discursos alinhados para que a relação dê certo.

Os blogueiros, instagranzeiros e afins, por sua vez, também precisam ser seletivos e preservar sua autênticidade para alcançar ou manter o seu poder em formar opiniões e, assim, serem relevantes para as marcas. Se você possui um canal fitness, por exemplo, e amanhã faz um post sobre o delicioso cheeseburguer com bacon que alguma rede de fast-food acabou de lançar, o seu canal é um canal de mídia apenas. Nada contra, é uma opção, mas a credibilidade que se constroi com a audiência pode ser rapidamente desgastada com uma comunicação incoerente.

 

Como você enxerga esta relação entre marcas e influenciadores? As marcas são as culpadas por “mimarem” os blogueiros ao enviarem indiscriminadamente produtos ou os blogs e perfis que viraram canais de mídia velados e apenas com troca de interesses? Diga o que acha abaixo. Um abraço!
Por Lucas Generoso, trabalha há 7 anos com Marketing Digital.

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